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sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

Por  dudu oliva






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quinta-feira, 14 de dezembro de 2017




João Paulo Mesquita Simões




Com votos de Boas Festas para os Leitores, Colaboradores e, claro, o Patrão do Tudo Cultural!
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quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

miguelaf/guache/papel

Ana Paula mal desfez as malas ao chegar e, no dia seguinte, pouco antes de encher a mala com renovadas mudas de roupas, disse a Lenilson, “conheci alguém” e voltou para Minas , onde havia passado alguns dias de férias, sozinha-sem ele - um descanso que resolveram dar ao casal depois de dez anos morando juntos, e conhecera esse alguém na casa da amiga comum que a hospedara.

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terça-feira, 12 de dezembro de 2017


Perguntou se o seu hambúrguer caseiro estava bom.
- Tá bom – eu respondi.
- Tá bom nada: Tá bom pra caralho!
Verdade.


Pegou o velho caderno para encontrar uma receita de família. Acabou fazendo omelete. E abriu um vinho para acompanhar.


Ela acordou e bebeu um pouco da garrafa ao seu lado na mesa. O celular já pronto para ser alcançado, mas algo a lembrou. Ela não precisava fazer isso. Poderia apenas voltar a dormir. Era domingo. Mas é claro que ela tinha que pegar o celular.


- Muito obrigado, muito obrigado. Está tudo indo como devia. O meu hambúrguer do jeito que eu gosto. O White Russian, a maionese... A sua companhia... Tudo ótimo. ... Quer provar? Por quê? Ah, você e sua mania de ser saudável!


- Estou muito cansada. Não consegue ver?
- Naa. Pra mim está tudo bem. Parece ótima.
- É, mas não estou.
- Nossa.
- É.
- É.
...
- Essa conversa vai a algum lugar?


Um gol aos 49’ é muito mais memorável do que aos 02’.
  

Por Lucas Beça
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segunda-feira, 11 de dezembro de 2017


Microcontos de Gustavo do Carmo


Vermelho e preto
Fechou o ano com a conta no vermelho. A coisa ficou preta para ele. Decidiu parar de torcer pelo Flamengo.


Comércio
Era mulher de fechar o comércio. Sugava todo o dinheiro dos comerciantes com quem se envolvia e os deixava na falência.
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quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

Trecho de romance de Miguel Angel Fernandez (in memorian - 1948-2017)

Foi na segunda-feira, ainda estava acamado, mas a febre e as dores no corpo todo haviam passado. Estava mais era fingindo para não ir à escola. Então ela entrou no quarto quase às escuras, cuidando para não fazer barulho, parecendo procurar algo. Ele fingiu que dormia, mas a observava entre-pestanas. Ela revirou alguns objetos, e quando se preparava para sair:

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terça-feira, 5 de dezembro de 2017


Dormiu pouco. Acordou tarde. Não viu nada da cidade.


O enfeite metálico na forma de um violinista ficava no canto de sua escrivaninha. Via-o todos os dias. Já nem lembrava que o tinha.


- Oi.
- Oieee!
- Menos, menos...


O mundo ia acabar no dia seguinte.
Tomou mais uma cerveja.


Tatuou uma palavra em japonês e descobriu que estava errada. Dava uma desculpa e ia embora toda vez que via um oriental.


- Um café, por favor. Pode ser preto, com açúcar, adoçante... Você que sabe. Pra mim tanto faz.
  

Por Lucas Beça
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segunda-feira, 4 de dezembro de 2017


Conto de Gustavo do Carmo

Moça bonita parada no ponto de ônibus em Copacabana. Estava de vestido de alcinha florido. Branca, magra, cabelos curtos, mas femininos. Cortado à altura dos ombros. Do jeito que eu gosto. 

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quinta-feira, 30 de novembro de 2017



João Paulo Mesquita Simões


"Nas últimas décadas, Portugal sofreu um processo de profunda alteração territorial, com a saída das populações dos velhos centros urbanos para as novas periferias e a imposição de um outro paradigma, baseado nas grandes superfícies comerciais, com claro prejuízo para o comércio tradicional. A «cultura de café» diluiu-se nos novos hábitos e algumas das casas mais conhecidas fecharam portas neste período. Apesar disso, muitos estabelecimentos sobreviveram e apresentam hoje uma história para contar." 


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quarta-feira, 29 de novembro de 2017


Em silêncio entrou no quarto, fechando a porta atrás de si; só então respirou mais calmo. As batidas do coração, que lhe pareceram ecoar ruidosas pela escuridão da casa, diminuíram ao constatar que ela dormia profundamente; boca aberta e leve gargarejar o demonstravam.
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